Onde a Massa Crítica é mais massa
Foto: Szilveszter
Budapeste, 22 de abril de 2010, dia da Terra.
Tilt & Shift Critical Mass from daniel fiantok on Vimeo.
vídeos via: Critical Mass.hu
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Construir, a parte fácil
Brasília foi desenhada na prancheta, fruto da mente criativa de Lúcio Costa e seu "plano piloto". Mas tão rígida nos planos, a nova capital federal não levou em conta o erro, o tempo e as incertezas. Todas as cidades não planejadas do mundo contém o erro ao longo de muitos anos e Brasília só teve 50 anos de interferências humanas não previstas.
Nem mesmo o mais "planificado planejamento" foi capaz de prever que ao invés de 500.000 a cidade fosse ter 2 milhões e 600 mil habitantes. Cercada de invasões e habitações informais das cidades satélites, Brasília reforça a distância física entre moradia e emprego, entre ricos e pobres. Niemeyer foi gênio da poesia com concreto, mas uma cidade não pode contar apenas com aço, asfalto, cimento e cabos de força.
A nossa capital federal, só é mesmo cidade por suas pessoas que garantem que toda a beleza e inovação arquitetônica dos traços de Niemeyer permaneçam firmes e bem cuidados. As rodovias que ligam a cidade e amplitude do horizonte do planalto central garantem a beleza da cidade construída, mas o desafio é garantir que esse espaço possa ser para as pessoas.
Cada superquadra é um pouco uma célula urbana quase autosuficiente, com comércio e moradia. No entanto a mesma amplitude que fascina o visitante é a que desincentiva a caminhada e a presença das pessoas nas ruas. A compartimentalização nunca fez bem as cidades, como diagnosticou Jane Jacobs.
Mesmo as vias expressas que funcionam como rodovias não foram capazes de abrigar o fluxo sempre crescente de veículos motorizados particulares e a cidade que nasceu sem semáforos hoje já convive com o malfafado congestionamento motorizado. Sinal do triunfo da mobilidade individual sobre o transporte coletivo, grande falha da capital federal.
Apesar de tudo, Brasília é o reflexo de um Brasil do passado que mirou longe rumo ao futuro. Não foi erro crasso, nem retumbante sucesso. Foi apenas um rascunho que virou maquete que ergueu-se em meio a poeira do cerrado para ser o símbolo de um Brasil que queria ir além do litoral atlântico, onde ainda vive a maioria absoluta dos brasileiros. Acabou sendo apenas uma cidade brasileira diferente e igual a todas as outras e marcadamente fruto de um tempo histórico em que o homem acreditava-se maestro do mundo.
Mais sobre Brasília:
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Conhecer para promover
Bicicicleta em Belo Horizonte - foto: Rodrigo Diniz
O método de contagem fotográfica de ciclistas da Transporte Ativo estará em ação em Belo Horizonte. Vai ser na rua Itaituba nessa quarta 14 de abril de 2010. A galera do Mountain Bike BH estará com máquinas em punho, fazendo o levantamento dos ciclistas que cruzarem o caminho.
A TA foi convidada pelo ITDP para realizar uma série contagens para a BHTrans (órgão de trânsito de Belo Horizonte), mas achamos que o ideal era que as contagens fossem feitas por uma organização local. Entramos em contato com o MTB-BH que topou. Por isso, estamos fazendo um treinamento pra que eles possam fazer as cinco contagens seguintes sem nós. Em cada contagem, 6 pessoas do MTB-BH estarão presentes em três turnos de dois.
Como forma de facilitar a execução de contagens nos mesmos moldes por outras organizações locais será lançado em breve um manual de contagens fotográficas. Tudo para que os ciclistas possam ter um diálogo balizado em números com os técnicos da prefeitura.
Saiba mais sobre as contagens fotográficas da Transporte Ativo.
E confira a primeira delas:
- Conhecer para Melhorar
Manual para bicicletas no contrafluxo

O conceito de que contramão é uma prerrogativa de automóveis. Já está em aplicação na Inglaterra, depois de diversos projetos pilotos, um programa que visa adequar o espaço viário à bicicleta. Ao invés de reprimir os ciclistas que seguem pelo caminho mais curto, o departamento de trânsito federal (Department for Transport - DfT) encoraja a sinalização de faixas exclusivas para a bicicleta seguir em segurança no que seria "contramão".
A medida é bastante simples e felizmente já está prevista no código de trânsito brasileiro. Na Inglaterra, é o Departament for Transport (DfT) que define políticas públicas nacionais para a mobilidade cargas e pessoas. Desde navios ao trem-bala, passando, claro, pelas bicicletas. A seguir um tradução da contextualização do documento produzido pelo DfT para facilitar a implementação de pistas para bicicletas no contrafluxo.
Ruas de mão única podem resultar em caminhos mais longos e arriscados para o ciclistas, com mais cruzamentos a serem negociados. Uma maneira eficiente de resolver esse problema é através da introdução de medidas que permitam ao ciclista trafegar em ambas as direções em uma rua de mão única.
As experiências de outros países europeus resultaram em uma gama maior de opções para bicicletas no contrafluxo em relação ao que já foi implementado no Reino Unido até hoje. A experiência alemã é especialmente relevante. Lá o uso da bicicleta aumentou nos últimos anos em comparação ao uso relativamente modesto que se fazia antes. Com isso, os motoristas aprenderam a antecipar situações e acomodar o número crescente de ciclistas.
Toda a legislação é uma convenção que visa atender a necessidade da maioria. A lei brasileira foi feliz ao permitir que os órgãos de trânsito locais permitam que a bicicleta siga no contrafluxo. O exemplo europeu ajuda a mostrar que não se trata de um "jeitinho brasileiro", para adequar as ruas aos ciclistas que não respeitam leis. Muito pelo contrário, medidas que facilitem os deslocamentos em bicicleta com segurança a cada dia se tornam mais comuns e ajudam a colocar mais bicicletas nas ruas.
A tarefa de readequar nossas cidades para deslocamentos de pessoas é complexa e demanda tempo e conhecimento técnico. Mas é sempre bom lembrar que novos desafios requerem novas ferramentas. Além é claro, de não podemos solucionar um problema com a mesma lógica com que ele foi criado.
Leia a íntegra do Manual para bicicletas no contrafluxo, em inglês.
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Para relembrar um domingo sustentável

O Kreatori é um coletivo de artes relativamente novo que mantém uma casa em Laranjeiras, no Rio. Uma vez por mês acontece o domingo sustentável onde alguma atividade é realizada ou apresentada. A Recicloteca já esteve presente e em março foi a vez da Transporte Ativo.
Após uma apresentação tradicional sobre bicicletas e a Transporte Ativo, o momento interativo foi maravilhoso. Diferentes ciclistas foram a frente contar sobre suas bicicletas e sobre suas experiências nas pedaladas cotidianas. Nem sempre dá pra contar com tantos colaboradores para incrementar a palestra, mas é uma boa idéia passível de repetição em outros momentos.
Os ciclistas que contaram suas histórias foram:

Erica Sepulveda que pedala uma bicicleta urbana feminina e claro com seu vestido. Um pouco de arte e feminilidade em movimento.

Ramon Nogueira levou sua Dahon Jetstream que usa para ir ao trabalhar todos os dias. Para compor o modelo, estava com roupa de trabalho em pleno domingo.

Eduardo Bernhardt foi o próprio homem Audax com toda a indumentária para cumprir esses longos desafios não competitivos.

Daniel Uran levou sua reclinada D5 projetada e desenvovlvida por ele mesmo.

Antônio Olinto, grande cicloturista, soltou o verbo e compartilhou detalhes de suas viagens.
Para complementar, algumas fotos do evento em um vídeo:
Saiba mais sobre o Coletivo Kreatori.
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Bazar de Bicicleta II

A primeira rodada do Bazar de Bicicletas foi um sucesso com 14 das 20 bicicleta vendidas e 3 reservadas para o próximo sábado.
O Ambiente estava super agradável com muito bate papo ciclístico, test drive e um mecânico de plantão. Vejam as fotos aqui.
Por tudo isso, a Rio Bike Tour, em parceria com a TA, Recicloteca e All Track Bicycles convidam para a segunda rodada da grande queima de bicicletas de sua frota. Vinte magrelas estarão disponíveis para venda direta no sábados 27 de março das 10 às 16 horas na Recicloteca em Laranjeiras, Rio de Janeiro
As bicicletas são todas Caloi Supra da mesma cor, ano 2005, com 21 velocidades, suspensão dianteira, e com pneus biscoito. Elas tem pouquíssimo uso e estão em excelente estado de conservação.
Preço: 450 reais a unidade para pagamento à vista ou em duas vezes no cheque.
Se alguém tiver interesse em adquirir várias, lembrem-se que tem outras 80 no depósito, é só entrar em contato para fazermos um pacote com descontos de até 10%.
Data: 27 de março
Horário: 10 às 16 hs
Local: Rua Paissandu, 362, Laranjeiras, Rio de Janeiro
Como chegar lá:
Nos vemos lá!
Lançamento do Guia de Cicloturismo Estrada Real
O evento consiste em exibição de vídeo + debate sobre cicloturismo + relato de histórias + lançamento do guia escrito por Antonio Olinto e Rafaela Asprino.
O Guia de Cicloturismo Estrada Real traz histórias, detalhes, dicas, opções de roteiro, informações arquitetônicas, etc, sobre esse trajeto que cruza três estados brasileiros: Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Com as planilhas do Guia nas mãos, o cicloturista tem a possibilidade de fazer o roteiro no sentido que desejar: Paraty - Ouro Preto ou Ouro Preto - Paraty.
Este trabalho permite ao cicloturista brasileiro viajar com informações de qualidade pelo interior do Brasil, pois há algumas cidades que aparecem também em outros roteiros de guias anteriores: Caminho da Fé e Mantiqueira.
RIO DE JANEIRO
Data: 24 de março - 4a feira
Horário: 19 hs
Centro Excursionista Brasileiro
Rua Almirante Barroso, 2 - 8º andar - Centro - Rio de Janeiro – RJ
Tel. (21) 2252 9844
Entrada franca, mas haverá também recebimento de alimentos não perecíveis.
Saiba mais em: Projeto de Cicloturismo no Brasil
Apoio:
Transporte Ativo
Clube Niteroiense de Montanhismo
Recicloteca
Centro Excursionista Brasileiro
Projeto Grael
Viagem e Aventura (Loja de Inverno)
E o Samba voltou
Bicicletas azuis
Câmeras nas estações
Novas formas de retirar a bicicleta, novas tarifas e...
uma estação piloto com Rio Card.
O grave revés que paralisou o sistema não significou uma pausa nas melhorias. Tudo para que os clientes já cadastrados possam voltar a usufruir do serviço sem prejuízo do tempo de paralização.
Espera-se também que os cadastramentos e a expansão da base de usuários siga no mesmo ritmo de antes, para que o Rio mantenha seu rebolado no ritmo das pedaladas, durante todo o ano.
Para mais informações, visite o site, que também foi reformulado: www.mobilicidade.com.br/rio.
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Bazar de Bicicletas

A Rio Bike Tour, em parceria com a TA, Recicloteca e All Track Bicycles vai fazer uma grande queima de bicicletas de sua frota.
São 120 bicicletas das quais 20 estarão disponíveis para venda direta nos sábados 20 e 27 de março das 10 às 16 horas na Recicloteca em Laranjeiras, Rio de Janeiro
Serão 20 bicicletas Caloi Supra ano 2005 com 21 vel, suspensão dianteira, todas com pneus
biscoito e da mesma cor. com pouquíssimo uso e em excelente estado de conservação.
Preço: 450 reais a unidade para pagamento à vista ou em duas vezes no cheque.
Se alguem tiver interesse em adquirir várias, lembrem -se que tem outras 100 no depósito, é só entrar em contato para fazermos um pacote com descontos de até 10%.
Datas: 20 e 27 de março
Local: Rua Paissandu, 362, Laranjeiras, Rio de Janeiro
Horário: 10 às 16 hs
Qualquer dúvida deixe um recado.
Para quem são feitas as ruas
O que nossas ruas são hoje, é resultado de decisões tomadas no passado. O que faremos com o espaço público de circulação em nossas cidades é tarefa para o presente.
No mês de fevereiro, esteve no Rio de Janeiro, à convite do ITDP, o arquiteto Michael King. Ele falou sobre as mortes no trânsito, e foi enfático ao declarar que para reduzir o número de mortos, tem de haver reduções no limite de velocidade do trânsito motorizado. Um pequeno diálogo imaginário ajuda a ilustrar a idéia.
- Você deixaria seu filho de 7 anos atravessar a rua para ir a escola? Então: quais as medidas que precisam ser tomadas para permitir que uma criança de 7 anos possa atravessar a rua?
- Projetar conversões que se adaptam a caminhões proporcionam que automoveis possam fazer o giro a 43km/h. É esta a velocidade que gostaríamos que um automóvel realizasse uma curva em qualquer lugar?
Outras questões ficaram no ar: Porque nos cruzamentos da cidade do Rio de Janeiro as travessias de pedestres estão recuadas da esquina se os pedestres não fazem desvios?
Como parte do workshop, King visitou, com diversos técnicos da prefeitura do Rio, a Lapa e os arredores da Central do Brasil, lugares com um enorme fluxo de pedestres. Espera-se que trabalhadores e boêmios sejam beneficiados.
Com informações do site do ITDP (em inglês) e do blog Urbanismo e Transporte.
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