Espaço público e demanda reprimida

Carnaval é festa da carne, mas também festa das ruas. Os pequenos, grandes e gigantescos blocos ao redor do país mostraram isso.
Durante os quatro dias de festa e folia as ruas tornam-se espaços exclusivos para a circulação, ou simples presença de uma massa de pedestres. Os dois milhões do cordão do Bola Preta no Rio de Janeiro evidenciam que turistas e moradores das cidades anseiam por espaços públicos para a celebração.
Apesar da beleza das festas e das ruas exclusivamente para as pessoas, o carnaval concentra gente demais em um espaço físico muito restrito e em pouco tempo. Os banheiros químicos que não atendem à demanda e a quantidade de lixo nas ruas que o digam.
Passada a festa, fica a lição para o dia a dia. Com espaços públicos de qualidade ou simplesmente abertos e seguros para as pessoas, teremos ruas mais vivas. Uma população mais feliz e saudável.

No Rio de Janeiro os blocos se espalharam por toda a cidade, abrindo ruas para as pessoas e impondo restrições à circulação de veículos motorizados. Ainda assim, o intenso ir e vir de foliões pode seguir sempre. O transporte público e os táxis ajudaram nos deslocamentos, mas o número de viagens à pé em tempos de folia foi representativo, como sempre.

As dificuldades para a circulação motorizada não precisam ser tão grandes e nem a quantidade de pessoas a tomar as ruas. Mas nossas cidades precisam entender que o carnaval pode e deve se espalhar para além da quarta-feira de cinzas. Com espaços públicos de qualidade a total prioridade para a circulação de cidadãos.
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As cidades somos nós

A exposição Our Cities Ourselves chega ao Rio como As Cidades Somos Nós e apresenta projetos urbanísticos criados por dez escritórios de arquitetura de diversos países, com base nos princípios de design urbano elaborados pelo ITDP. Vista pela primeira vez em Nova Iorque, em setembro último, a exposição multimídia será exibida agora, simultaneamente no Rio de Janeiro e na Cidade do México.
Visite o blog oficial do evento em ascidadessomosnos.org
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Mais no blog: Nossas cidades nós mesmos. Com os 10 Princípios para o Transporte na Vida Urbana.
Pra quem quiser ir pedalando ao evento, uma galera combinou de sair da loja Pedal 2, na Rua Correa Dutra 16-B, Catete, às 19 horas. É só chegar.
Velo-City 2014 – Candidatura Rio de Janeiro

A série de eventos européia Velo-City, a maior conferência mundial sobre planejamento cicloviário, costumava acontecer apenas na Europa, a cada dois anos. Em 2010, porém, a história mudou e se tornou um evento mundial no primeiro Velo-City Global, em Copenhage. Ele passou a ser anual: anos ímpares voltado à Europa, anos pares ao mundo. O Brasil participa do evento há alguns anos, tendo inclusive apresentado trabalhos. Em 2011, Sevilha, na Espanha, será a cidade sede e o Rio de Janeiro estará presente com seu planejamento para a Zona Oeste da Cidade.
Desde 2007, a Transporte Ativo pensa na possibilidade de trazer o evento pro Brasil e vem sugerindo às autoridades. Na versão 2010 do evento, com a presença de representantes da Prefeitura do Rio e do Ministério das Cidades, mais uma vez o assunto veio à tona e a conversa desta vez seguiu adiante.
Agora chegou a hora! O Rio de Janeiro começa os trabalhos para lançar sua candidatura à sediar o Velo-City Global 2014. A cidade, que na data já estará pronta para a Copa FIFA 2014, com preparativos para as Olipíadas 2016 em andamento e com a duplicação da malha cicloviária atual (além da conservação da infraestrutura existente) pronta, tem tudo pra fazer bonito. Agora é trabalhar para apresentar uma boa proposta em agosto. Em dezembro a cidade sede para 2014 será definida e poderemos então comemorar ou reiniciar os trabalhos para 2016.
Natal para as pessoas

O tradicional show de Natal do rei Roberto Carlos teve seu palco em plena praia de Copacabana. Um cartão postal da cidade e um ícone brasileiro, juntos.
Para que o público estimado de 1 milhão de pessoas pudesse assistir ao show e circular pelo bairro, a Prefeitura do Rio montou um esquema especial de circulação. A partir das 15hs, o acesso de automóveis particulares em Copacabana ficou restrito. Uma medida simples que desagradou alguns, mas foi responsável pela facilidade de circulação de todos. Mais pessoas puderam circular, apenas os motoristas tiveram de escolher outro meio de transporte.
Os moradores de Copacabana e a população flutuante já sabem que o bairro é pouco convidativo à circulação de automóveis. A falta de espaço nas ruas e para o estacionamento é o principal problema. Reza a lenda que se todos os moradores saíssem, a pé, de seus apartamentos, não haveira espaço nas ruas do bairro.
Refletindo em relação ao problema e fazendo as contas a conclusão é simples. O automóvel particular, veículo individual de uso no espaço público, infelizmente não tem vez nas ruas de Copacabana. Seja no cotidiano, ou principalmente na realização de grandes eventos. E para que todos possam ter garantido o sagrado direito de ir e vir, é preciso que seja restringida a circulação de carros, e somente deles.
Assim foi feito. Os cariocas ganharam um show de presente, a cidade reforçou seu caráter de palco mundial de rara beleza. A contrapartida foi deixar o carro na garagem ou fazer uso dos transporte ativos, transporte público ou táxi.
Bicicleta e comunidade
Cada ciclista sabe um pouco e um ajuda o outro, simples assim. É a oficina "Mão na Roda", que o pessoal da Ciclocidade organiza toda quinta-feira na Vila Madalena em São Paulo.
A iniciativa é uma transposição para a paulicéia do conceito norte-americano de "Bike kitchen". Uma oficina colaborativa em que ciclistas doam seu tempo e conhecimento. Cada um traz as ferramentas que tem e aos poucos o espaço também recebe doações de instrumental e itens de uso corrente. Somando tudo chega-se a várias bicicletas sendo cuidadas, limpas, adesivadas, recebendo novos acessórios, tudo ao mesmo tempo.
Nessa quinta-feira teve visita do Edu Green, cidadão do mundo, radicado em Floripa. Ele está à frente do Caminhos do Sertão e é obcecado por luzes. Depois de uma breve apresentação sobre refletivos, luzes e dínamos, mão na roda e na graxa, com direito a cerveja gelada e bate-papo animado.
Mudar o mundo é divertido, um pedalada de cada vez e de preferência entre amigos.
Saiba mais sobre a oficina Mão na Roda.
Onde?
Espaço Contraponto, na Rua Medeiros de Albuquerque, 55 – Vila Madalena
Quando?
Toda a quinta-feira, das 18h às 22h.
Relacionados:
- Poder Suave
- Visibilidade
- Pelo fim do Cicloativismo
Ciclocinema e Vaga Viva
Amanhã uma rua do Catete, bairro tradicional do Rio de Janeiro, vai sediar dois bons eventos sobre bicicletas e espaço público: Vaga Viva de dia e Ciclocinema à noite.
A Rua Corrêa Dutra é pequena, tem duas quadras só, mas vai receber ciclistas e entusiastas para vivenciar mais uma Vaga Viva carioca e uma bela sessão de curtas de animação com a bicicleta como tema, personagem, cenário, protagonista, coadjuvante...
Durante os dois eventos o bicicletário da Transporte Ativo estará lá para quem quiser ir de bicicleta. Ele tem andado por aí e vai visitar outros lugares em breve. Veja nas fotos da Noite Mundial Sem Carro.
Apareça na hora do almoço, depois do trabalho ou fique o dia todo. A Vaga Viva empresta às ruas atribuladas da cidade moderna o antigo e agradável convite ao convívio humano. Lembrando uma época em que as áreas públicas eram perfeitas para isso, pois eram feitas para as pessoas. E pra coroar uma bela quarta-feira: cineminha de animações para descontrair, emocionar, divertir.

E mais!
Saiba tudo sobre a Vaga Viva.
Veja a programação completa no blog da Pedal 2.
Os Legados do 22 de Setembro

Av. Graça Aranha, Centro do Rio, 22 de setembro de 2010 às 14hs.
A cada ano o dia 22 de Setembro vem sendo comemorado em mais cidades, e por mais segmentos da sociedade.
Data de reflexão, tem sido um bom pretexto para que a cidade do Rio de Janeiro deixe alguma marca que permaneça além deste dia.
Em 2009 foram lançadas as Zonas 30 de Copacabana e em 2010 nove novas Zonas 30 foram implantadas, abrindo espaço para um convívio mais harmônico em diferentes pontos da cidade.
O sucesso da edição Carioca também se percebe no Centro da Cidade. As ruas da Alfandega e Buenos Aires, áreas onde o estacionamento foi proibido no dia 22, serão agora permanentes, dando sequencia à reflexão do Dia Mundial sem Carros.
A cada ano mais espaço público, mais reflexão sobre mobilidade e mais cidadãos entendem e adotam as idéias experimentadas neste dia para que um dia não seja mais necessário fazer 'um dia sem carro' pois todos os dias serão ótimos para se viver nas cidades curtindo a pleno o direito de ir e vir.
A pequena grande festa das ruas

O Natal é importante principalmente por ser algo que acontece ao redor do mundo, ao mesmo tempo e com o mesmo pensamento em comum. A data ganha um significado ainda maior pela comunhão cristã ao redor do mundo. De maneira análoga, o Dia Mundial sem Carro torna-se a cada ano um ponto de inflexão no calendário. É hora de lançar campanhas de incentivo, de educação, projetos pilotos e principalmente aumentar o burburinho em torno da necessidade de revermos a mobilidade urbana ao redor do mundo.
Mas uma festa torna-se grande e universal com encontros, com conversas na praça, com ciclistas que experimentam pedalar ao trabalho para fazer parte da festa.
Apesar disso, é comum circular a opinião de que houve "baixa adesão". E a hora dos factóides, com autoridades fotografadas no transporte público ou em cima de uma bicicleta. Tudo vale para a festa, mas o que mais conta são os resultados para além do dia 22 de setembro.
Seja como for, com novatos, festa e factóides, o Dia Mundial sem Carro é mais uma oportunidade em que a bicicleta se mostra como um excelente instrumento de democracia franca. Maneira de conhecer gentes dispares que se respeitam na diferença.
Até ano que vem, com mais bicicletas, pedestres e transporte público. Um dia de cada vez.
Saiba mais:
- 22 de setembro no blog.
- Dia sem carro no Rio, site oficial
- Dia Sem Carro no Rio tem 105 mil viagens a menos em automóveis (G1)
- DMSC 2010 na Bicicletada-SP
Convocação para o Dia Mundial sem Carros
A próxima quarta feira é o Dia Mundial sem Carros. Junte-se à millhões de pessoas que ao redor do mundo estarão nesta data experimentando novas formas de se deslocar por suas cidades, buscando uma solução que se adapte ao seu dia a dia para que no futuro todos os dia sejam dias sem carros.
No Rio a semana do Dia sem Carros começou quente; um passeio com milhares de ciclistas abriu o domingo no Aterro do Flamengo, à tarde foi a vez do Passeio Completo, pedalada "Cycle Chic" carioca , fazer sua edição também homenageando a data.
O site oficial do Dia sem Carros no Rio também entrou no ar neste domingo, confira aqui.
No dia 22 de setembro a Transporte Ativo, em parceira com a Prefeitura do Rio, Brasil 1 e ITDP, estará no Buraco do Lume, no Centro, e na Praça Edmundo Rego, no Grajaú, com dicas sobre mobilidade urbana, educação cicloviária, manutenção, uso adequado de sua bicicleta e muito mais.
V Desafio Intermodal Carioca

Mais um ano, mais um Desafio Intermodal Carioca e mais surpresas. Desta vez a integração Metrô Pedestre foi mais rápida que Metrô Ônibus; Metrô Patins completou o percurso em terceiro e o carro praticamente empatou com o ônibus.
Nesta edição contamos com apoio do ITDP e a participação da Secretaria Estadual de Transportes: duas pessoas da equipe do projeto Rio o Estado da Bicicleta foram de Carro, e o Coordenador do projeto, Mauro Tavares, participou na integração Metrô Bicicleta Pública, mas não completou. Saiba mais conferindo os resultados abaixo e em breve no relatório completo.
Moto: 49 min
Metrô + bicicleta: 49 min
Metrô + patins: 57 min
Bicicleta Masc.: 63 min
Metrô + Pedestre: 64 min
Metrô + ônbus Integração: 67 min
Metrô + ônibus Comum: 70 min
Táxi: 72 min
Bicicleta Fem.: 74 min
Bicicleta Ciclovia 1: 78min
Ônibus: 84 min
Carro: 86 min
Bicicleta ciclovia II: 97 min
Pedestre: 122 min
Metrô Bicicleta Pública: Não havia bicicleta disponível na estação.

Conheça o percurso da Bicicleta, do Pedestre e do Carro.
Álbum de fotos
Blog Recicloteca: A imobilidade no trânsito
O Globo: Em desafio de transportes, carro perdeu de bicicleta...





